
Pisei Num Despacho
Zeca Pagodinho
Superstição e humor popular em “Pisei Num Despacho”
“Pisei Num Despacho”, de Zeca Pagodinho, usa o bom humor para abordar como as pessoas costumam atribuir seus pequenos azares a causas místicas, especialmente dentro do universo das religiões afro-brasileiras. O personagem da música conta que “pisei num despacho”, fazendo referência às oferendas religiosas deixadas nas ruas, comuns em rituais de umbanda e candomblé. Ele associa sua falta de sorte na dança e no amor ao suposto azar desse episódio, como nos versos: “Entro no samba e meu corpo tá duro, bem que eu procuro a cadência e não acho” e “no fim não dou sorte com ninguém”.
O samba, tradicionalmente, usa o humor para tratar de temas sérios ou supersticiosos, e Zeca Pagodinho reforça essa tradição ao retratar, de forma leve, a crença popular na influência espiritual do cotidiano. Ao mencionar a busca por um “pai de santo” e rituais como “uns passes, um banho de erva e uma guia”, a música mostra respeito e celebração das práticas afro-brasileiras, sem qualquer tom de preconceito. O endereço em Caxias citado no final aproxima ainda mais a narrativa do universo suburbano e popular do samba carioca. Assim, “Pisei Num Despacho” transforma uma superstição em motivo de identificação e riso, mostrando como o samba pode trazer leveza diante das dificuldades do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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