
Mãos
Zeca Pagodinho
Crítica social e corrupção em “Mãos” de Zeca Pagodinho
A música “Mãos”, de Zeca Pagodinho, utiliza o simbolismo das mãos para abordar temas como corrupção, omissão e abuso de poder. No verso “As mãos de bacharéis que não condenam o mal / Que inocentam réus em troca de um vil metal”, Zeca critica diretamente a corrupção no sistema judiciário, mostrando como decisões podem ser influenciadas pelo dinheiro, aqui chamado de “vil metal”. O uso das mãos como metáfora reforça a ideia de que ações e escolhas individuais têm impacto direto na sociedade, especialmente quando feitas por pessoas em posições de autoridade.
A letra também faz referências bíblicas para ampliar sua crítica. Ao citar “Ato que fez Pilatos lavando as suas mãos”, Zeca relembra o episódio em que Pôncio Pilatos se isenta da responsabilidade pela condenação de Jesus, simbolizando a omissão diante da injustiça. Já o trecho “As mãos que fracassaram na torre de babel / Por que desafiaram as mãos do céu” aponta para a arrogância humana ao desafiar limites éticos e divinos, resultando em fracasso. Dessa forma, “Mãos” constrói um retrato de uma sociedade onde a honestidade está “quase em extinção” e propõe uma reflexão sobre a importância da integridade e da responsabilidade coletiva para que a justiça seja alcançada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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