
Só o Ôme
Zeca Pagodinho
Rituais e cotidiano popular em “Só o Ôme” de Zeca Pagodinho
“Só o Ôme”, de Zeca Pagodinho, aborda de forma bem-humorada e acessível a presença dos rituais afro-brasileiros no cotidiano, especialmente a relação com Exu, chamado na música de “ôme”. O verso “meia-noite tu vai na encruzilhada / distampa a garrafa e chama o ôme” faz referência direta ao ritual de oferenda a Exu, entidade associada às encruzilhadas e à comunicação entre mundos, prática comum no candomblé e na umbanda. O uso do “marafo” (cachaça) como oferenda reforça a autenticidade do retrato cultural, enquanto a menção ao galo cantando indica o momento exato do ritual, um detalhe típico dessas tradições.
A letra utiliza expressões populares como “suncê” e “rêia tudo no chão”, aproximando o ouvinte do universo do samba e mostrando como essas práticas fazem parte do dia a dia de muitas pessoas. A música também brinca com a ideia de que, diante de problemas causados por más escolhas — como ser “mau filho, mau marido” ou “puxa-saco di patrão” —, só uma intervenção espiritual pode ajudar, já que até feitiço de companheiro é citado. O contexto revela o sincretismo religioso de Zeca Pagodinho, que mistura devoção a Exu e a São Jorge (Ogum), mostrando como diferentes crenças convivem e se complementam na cultura brasileira. Assim, “Só o Ôme” celebra essas tradições e retrata, de forma divertida, as soluções populares para as dificuldades da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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