
Luto 2
A Banca Records
Racismo estrutural e resistência em "Luto 2" de A Banca Records
"Luto 2", de A Banca Records, destaca-se pela forma direta com que Black e Djonga abordam as desigualdades e o racismo estrutural no Brasil. O verso “Comer ovo por opção tem um gosto diferente / Quem sempre teve o que quis no prato é claro que não me entende” evidencia a distância entre as experiências de quem enfrenta dificuldades para sobreviver e de quem nunca precisou se preocupar com o básico, criticando a alienação das classes privilegiadas. A música também faz uma autocrítica ao cenário do hip hop nacional, como em “Que normalmente quem vira no rap, vira um escroto, nós não”, mostrando a preocupação dos artistas em manter a autenticidade e não se corromper pelo sucesso.
A letra utiliza ironias e metáforas para tratar de temas políticos e sociais. Quando Djonga afirma “Caras de direita não aguenta ver preto olhando o cardápio pelo lado esquerdo”, ele ironiza a polarização política e o desconforto da elite diante da ascensão social de pessoas negras. O refrão, ao se dirigir à “preta” e falar sobre partir para lutar, mistura o peso da despedida com a esperança de retorno e vitória, simbolizando a luta diária e a busca por dias melhores. O trecho final, “Vai ter mais preto que racista pra queimar”, reforça a ideia de resistência coletiva e transformação social. O título "Luto 2" indica a continuidade dessa luta, sendo uma sequência do trabalho anterior dos artistas, sempre com o objetivo de denunciar injustiças e fortalecer a identidade negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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