13 de Julho de 2026, às 12:00
O dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock, data que mexe com qualquer fã do gênero no Brasil. Você pode colocar aquele solo de guitarra no volume máximo e curtir os grandes clássicos ou sucessos atuais.
Você já deve ter comemorado, ou viu uma galera celebrando essa data icônica, mas será que sabe como o Dia Mundial do Rock surgiu? Fique por aqui que vamos te contar tudo!
Tudo começou em 13 de julho de 1985 com o Live Aid, festival beneficente organizado por Bob Geldof e Midge Ure para arrecadar fundos contra a fome na Etiópia.
O evento aconteceu simultaneamente no estádio de Wembley, em Londres, e no John F. Kennedy Stadium, na Filadélfia, reunindo cerca de 72 mil e 90 mil pessoas, respectivamente. A transmissão ao vivo chegou a mais de 1,5 bilhão de espectadores em mais de 100 países, uma das maiores da história da TV. 😱

No line-up estavam nomes como Queen, Sting, U2, Phil Collins, David Bowie, The Who, Elton John, Paul McCartney, Eric Clapton, Mick Jagger e Bob Dylan.
Foi justamente Phil Collins, ainda naquele dia, quem sugeriu que a data deveria virar o dia global do rock. A ideia pegou e, em 2025, o Live Aid completou 40 anos, celebrados com uma reunião de veteranos do evento em Londres, incluindo Geldof, Ure e o guitarrista do Queen, Brian May.
Curiosamente, quem abraçou a ideia de Phil Collins não foi o público internacional, e sim o brasileiro. Por volta de 1987, duas rádios paulistanas – a 89 FM e a 97 FM – adotaram a sugestão do músico e começaram a divulgar a data entre os ouvintes.
Segundo o radialista Kid Vinil, um dos incentivadores do gênero por aqui, “lá fora ninguém levou a sério” a proposta de Phil Collins – foi o Brasil que cravou o 13 de julho como o Dia do Rock.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a data oficial é outra: 9 de julho, dia da estreia do programa American Bandstand, que ajudou a popularizar o rock entre as décadas de 1950 e 1980.
Não é coincidência que o rock tenha ganhado tanta força no Brasil justamente nessa época: 1985 também foi o ano da primeira edição do Rock in Rio, com nomes como Queen, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso no palco – o mesmo ano do Live Aid.
O rock’n’roll surgiu entre as décadas de 1940 e 1950, nos Estados Unidos, derivado de estilos como o blues e o R&B. O elemento predominante sempre foi a guitarra, mas o contrabaixo e a bateria também têm papel essencial em muitas bandas de rock.
A expressão rock’n’roll tem origem no blues, que já era usada havia décadas – inclusive em composições de artistas negros. Foi essa raiz no blues e no R&B, associada à contestação de normas sociais e raciais da época, que deu ao rock sua aura de rebeldia desde o início.
Ao longo da história, diversos estilos de rock foram surgindo até chegarmos na diversidade que temos hoje.
O rock nasceu nas mãos de artistas negros como Chuck Berry, Little Richard e ícones do rhythm and blues que criaram a base sonora do gênero. Mas a indústria fonográfica da época era abertamente racista e barrava esses artistas do sucesso comercial que seu som alcançava.
O produtor Sam Phillips resumiu esse cenário ao afirmar que ganharia um milhão de dólares se encontrasse um artista branco capaz de reproduzir o som e o estilo dos músicos negros.
Ele encontrou esse artista em Elvis Presley, que se tornaria conhecido como o Rei do Rock – enquanto os criadores originais do gênero seguiam à margem dos holofotes.
Nos anos 1960, o rock virou forma de contestação política, puxada pela juventude que rompia com a geração anterior – os chamados Anos Rebeldes, marcados também pelo festival de Woodstock.
O rock britânico era liderado por Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e Pink Floyd; nos Estados Unidos, surgiam Jimi Hendrix, The Doors e Janis Joplin. No Brasil, a Tropicália revolucionava a MPB com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé.
O rock dos anos 1970 se ramificou em vários movimentos: o heavy metal nasceu com Judas Priest e Black Sabbath, o punk surgiu com Sex Pistols e Ramones, e o glam ganhou ídolos como Queen e David Bowie.
Já na década de 1980, hard rock, glam e rock alternativo conviviam nas paradas com AC/DC, Metallica, Iron Maiden, Bon Jovi e R.E.M.
No Brasil, era a geração de ouro do rock nacional: Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso ganhavam as rádios e, em 1985, o país ganhava seu próprio festival global, o Rock in Rio.
O Nirvana, o Red Hot Chili Peppers, o Megadeth e o Green Day definiram o rock da década de 1990: som cru e uma certa insatisfação com o mundo. Do Oasis ao Cranberries, boa parte desses nomes segue relevante até hoje.
O século XXI começou repleto de guitarra com Audioslave, The Strokes e a onda de bandas emo, com o My Chemical Romance à frente.
No Brasil, a cena também borbulhava com Charlie Brown Jr., CPM 22, NX Zero, Fresno e Los Hermanos lotando shows e ditando o som de uma geração inteira de adolescentes.
Nos anos seguintes, o rock seguiu se reinventando: bandas como Greta Van Fleet e Måneskin resgataram o som clássico para uma nova geração, enquanto turnês de reunião – como Oasis – provam que o gênero segue vivo, entre nostalgia e novidade.
O rock mudou a história da música popular incentivando gente a desafiar o sistema, quebrar regras e abusar do amplificador. Pra comemorar a data, separamos os maiores clássicos do rock pra você colocar no repeat!

Texto atualizado por Caroline Sena em 13 de julho de 2026.




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