
Cartomancia
Conan Osíris
Ironia e insegurança nos relacionamentos em “Cartomancia”
Em “Cartomancia”, Conan Osíris usa ironia para questionar a necessidade de prever o futuro em um relacionamento. Logo no início, ao dizer “Pra que tanta cartomancia? Se nós dois nem vamos morrer”, ele desafia a obsessão por adivinhações e previsões, sugerindo que tentar controlar o que está por vir pode ser inútil ou até prejudicial para o casal. As referências a jogos de cartas, como “bisca” e “uno”, reforçam essa ideia, mostrando que prever o futuro do relacionamento é tão irrelevante quanto jogar um jogo cujas regras nem sempre se conhece.
A letra também aborda jogos de poder e desconfiança, evidenciados nas perguntas sobre quem é “o mais Judas o mais aldrabão” e quem “esconde mais facas na mão”. Essas expressões, comuns no português europeu, apontam para traições, mentiras e inseguranças dentro da relação. O verso “mandar pro baralho” tem duplo sentido: além de remeter ao universo das cartas, significa afastar ou ignorar alguém, sugerindo que, diante de tanta desconfiança, o narrador pode simplesmente desistir da relação. O tom irônico e descontraído de Conan Osíris, junto à crítica à necessidade de controle e à exposição das inseguranças, transforma “Cartomancia” em uma reflexão sobre como a ansiedade pelo futuro pode prejudicar a confiança e a espontaneidade entre duas pessoas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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