
Mais Uma Estória
Gog
Desigualdade e resistência em "Mais Uma Estória" de Gog
Em "Mais Uma Estória", Gog faz uma crítica contundente à naturalização do sofrimento das classes populares, especialmente dos migrantes nordestinos que buscam melhores condições de vida nas grandes cidades. O verso repetido “Nasce um homem pobre seu destino é sofrer” evidencia como a sociedade aceita o sofrimento dos mais pobres como algo inevitável. A narrativa acompanha uma família que migra para o Sudeste, mostrando desde a esperança inicial até o choque com a dura realidade urbana, marcada por desemprego, subempregos e humilhação, como nos versos: “Só inscrição vaga / Só de pião ou de chofer de furgão / Depois de rigorosa seleção / Bruta humilhação”.
A música também denuncia o preconceito estrutural, especialmente contra nordestinos, como em “O cheiro do preconceito exala do jeito que o presidente conduz / Norte nordeste quem sair por último apague a luz”. Gog utiliza referências históricas, como “Cidade grande casa grande senzala”, para mostrar que as relações de poder e exploração herdadas da escravidão ainda persistem. Ao citar personagens como Seu Zé e Dona Maria, o rapper destaca a resistência e união das famílias migrantes diante das adversidades. A menção à “ilha do Sarney” e à desigualdade no acesso à energia elétrica reforça a existência de dois Brasis: o da pobreza e o das praias. Assim, "Mais Uma Estória" transforma uma experiência individual em símbolo de uma luta coletiva, denunciando a desigualdade e celebrando a resiliência dos marginalizados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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