Um segundo é pouco pra, entender o que eu sinto,
Mas, é o suficiente pra ver que eu não brinco,
Prus quinto os crítico, faço o que eu gosto,
Dou sangue naquilo que eu aposto.

Não tenho a verba só que eu tenho o verbo, pra compor,
Jogar os versos no ventilador,
A música me marcou, os livrou, me livrou,
O som sempre sondo, até que o Rap rapitou,
Aí virou, bico, depois trampo fixo "Bom",
Comecei vende disco que nem o Calypso.
E chegar, em todos ouvidos, todas quebradas,
É esse o sentido, atingir a rapa,
E levar, auto estima pra quem tá com a fé abalada,
Mostra, que a vida não é só role e a balada.

"Se acha, que quem ta ouvindo qué saber,
que muleque na 7º série não sabe lê,
e que o rap tem que informar além de entreter,
e que vários guerreiros morreram pra esse som bater".

Um segundo é pouco, mas dá pra você entender,
Que o mundo vai girando e quem ta parado é VOCÊ.

Um segundo é pouco, nós qué o primeiro lugar,
Ninguém é loco, que pega dinheiro pra rasgar,
Tamo no jogo, não é pra ganhar, não vamos ser hipócritas,
O pior cego é o que não quer enxergar e nem ir na ótica,
É só ver, boy jogando tênis na quadra de saibro,
Favelado em barraco escorado nos caibro,
Inevitável, revolta retornável, coração inflamável, compaixão descartável,
Ainda bem que o cérebro é reciclavel, há quem acha a felicidade do outro insuportável.

"Lamentável em zoião é assim, mal aprendeu o Pai Nosso, já qué reza em Latim".

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