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Histórias Reais (part. Pop Black, Diomedes Chinaski e Nicole)

Inquérito

Letra

    Essa é a história de um moleque de quebrada
    Parecida com uma que o pastor contava
    Um menino que nem tinha nome de Jesus
    Mas já carregava a cruz

    E o destino escolheu ele pra ser salvadô
    Numa família que o pai cusão abandonô
    Será que ele era inocente ou era ambição
    Sonhava alto tirar rélo com os avião

    Crucificado na escola pela cor da pele
    Sem nome ele era o neguim (Ai neguim!)
    Sua infância sangrô e o vermelho escorria
    Até pelo boletim

    Parô de estudá foi trampá no aeroporto
    Todo fim de dia chegava em casa morto
    Pensô em roubá quando o salário acabô
    Mas ao quinto dia útil ele ressuscitô

    Vidas que se cruzam histórias reais
    Tão distante e tão iguais
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG

    O aprendiz!
    Ele andava envergonhado das suas roupas velhas
    Porque tava fissurado numas gatinhas
    Ele já tinha rezado mil 'Ave-marias
    Por algum motivo o milagre nunca vinha

    Morando de casa em casa feito ciganos
    E os comparsa traficando feito ticanos
    E a milícia nos matando tipo brincando
    Ó os carro, ó os cana, ó os cano

    Ó os cara ó, ham moscano
    Acabou o show plow, plow, engano, hãm
    Ele é da terra de 'Rivaldo, por isso que é o camisa 10
    Hoje a porra do cachê tá valendo mais a pena
    Que umas bolsas de 10
    Hoje a porra do cachê tá fazendo ele vencer
    E abrindo mares vermelhos tipo 'Moisés

    Vidas que se cruzam histórias reais
    Tão distante e tão iguais
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG

    15 Anos num colégio como merendeira
    Desistiu até do sonho de ser enfermeira
    Era pelos 2 filhos que criava sozinha
    Que ela encarava todo dia aquela cozinha

    E no meio das panelas e ali no recreio
    Entre alunos e alimentos a vontade veio
    De tanto sentir de perto o cheiro da infância
    Da escola, das crianças e da esperança

    Teve uma fome monstra de engolir os limite
    Roncou sua barriga reabriu seu apetite
    Quis se alimentar daquilo que via e sentia
    Devorou os livros foi lê tudo que podia

    Mãe solteira sem pai nosso contraria
    O que eles queria que fosse sina de 'Maria
    Entre ser dona de si e ser dona de casa
    Ela se formou e foi dona das próprias asas

    Vidas que se cruzam histórias reais
    Tão distante e tão iguais
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG

    Vidas que se cruzam histórias reais
    Tão distante e tão iguais
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG
    Numa quebrada do Brasil bem perto de você
    Só muda o sotaque, o Cep e o RG


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