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Artesanato Eletrônico 2.0

Inquérito


Tungstênio é treta, guenta o tranco
Bala de fuzil, broca, lança
Armamento, explosivo, foguete e até nas aliança
Num perde o brilho

A bolinha da ponta da caneta
É de tungstênio também e me ajuda a desenrolar as ideia

Isso é um beat vazio com um mc cheio de letra
É um trap, é um rap, com chumbo na caneta
Marreta, guindaste, cruz, tonelada
Ou qualquer outra palavra pesada (pesada)

Réu confesso, rap adicto, convicto
6 Disco invicto, não mc eucalipto
Que cresce rápido mas só empobrece nossa terra
Em 3 anos já era motosserra

Eu quero ver a paz em cada semblante
Cantar e bota fogo no baguio sem blunt
Coxinhas não entendem, não, não consegue entender
Que nós já era esquerda bem antes do pt

Sem essa de partido, sempre fomo inteiro
O rap é livre zé povinho que é carcereiro
E se você começou ontem a tarde
Vai dar um google ver o que é uma garrard

Do nó na gravata ao nó na garganta
Mentiras que vendem domingo nas banca
Ódio self-service, amor fast food
Heróis fabricados, made in hollywood

Da maçã da eva pra maçã da apple
Viva o pão e circo novela e boteco
Protesto de plástico revolta tão rara
O medo é o imposto que ninguém declara

No país da delação premiada escuta telefônica
Obra superfaturada, faraônica
Qualquer partido faz o pcc, parecer turma da mônica
E nós tá dend’água tipo alface hidropônica

Tem gente morrendo se desesperando
E o que eles fazem socorrem os bancos
A imprensa imprime a jato de sangue
E recarrega os cartucho a cada bang-bang

Eu sou um pé de cabra as 3 da madrugada
Na porta da biblioteca que vive trancada
Sou um livro no fundo da sala, no fundo da escola
No fundo duma quebrada no fundo do país

Onde professor da aula sem ter lousa e nem giz
E aposentaria é privilégio de juiz
A salvação é uma imagem na estante
Jesus virou marca de refrigerante

Sou metamorfose ambulante, contradição
Um sarau no meio da terra da festa do peão
Bancada por alguma marca de cerveja
Velando a finada música sertaneja

Sou favela vive enquanto os playboy morre
Gastando a herança com coca, puta, e porre
O bem e o mal, o trágico e o cômico
O velho e novo artesanato eletrônico

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