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    Tradição e amizade em “Amigo Velho” de João Luiz Corrêa

    “Amigo Velho”, de João Luiz Corrêa, destaca como a identidade do homem do campo gaúcho está profundamente ligada à humildade, autenticidade e orgulho das próprias raízes. O artista utiliza expressões regionais como “cordeona”, “bolichos” e “bainha” para reforçar sua conexão com a cultura do Rio Grande do Sul, mostrando que esses elementos não são apenas folclóricos, mas parte essencial de sua trajetória. No trecho “sei que a humildade não se acha nos bolichos / Por isso sigo sempre sendo quem eu sou”, fica evidente que o valor verdadeiro está na simplicidade e no respeito às lições da vida, e não nas aparências ou bens materiais.

    A música também valoriza a amizade e a solidariedade, como se vê em “mão estendida quando o outro precisar”, ressaltando a importância de estar presente para os amigos. Além disso, versos como “conserva o tanto que a vida me ensinou” mostram a sabedoria adquirida com o tempo e a importância de manter-se fiel a si mesmo, mesmo diante das dificuldades. Ao mencionar a “cordeona” que só é fechada “quando o baile terminar”, João Luiz Corrêa faz uma metáfora sobre viver cada momento com intensidade, celebrando a tradição e a alegria do convívio. Assim, “Amigo Velho” é um tributo à cultura gaúcha, à amizade verdadeira e à simplicidade, transmitindo orgulho e respeito pelas origens.

    Composição: Erlon Pericles / Gujo Teixeira. Essa informação está errada? Nos avise.

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