
Taxímetro
Oswaldo Montenegro
Relações e distanciamento em "Taxímetro" de Oswaldo Montenegro
Em "Taxímetro", Oswaldo Montenegro utiliza a imagem do taxímetro para ilustrar o desgaste de um relacionamento. O olhar do parceiro, comparado ao funcionamento de um taxímetro, transmite a sensação de que cada momento juntos é contabilizado, como se existisse uma cobrança emocional constante. Essa metáfora central revela como o acúmulo de experiências e ressentimentos pode substituir a leveza e espontaneidade do início da relação, tornando a convivência pesada e automática.
A música foi composta para a peça "Noturno", o que reforça o clima de desencontro e a transformação do amor em algo mais fraternal. Não há um rompimento dramático, mas sim uma melancolia discreta de quem percebe que a relação perdeu o brilho. Versos como “E você me odeia e eu entendo / E Deus passou lotado por nós” mostram uma aceitação resignada do afastamento, sem buscar culpados. O contraste entre “A gente andou pela Lua / Mas nunca andou de metrô” destaca a falta de experiências simples e cotidianas, apesar de momentos marcantes. Já “Eu só estranhava quando te via nua / E preferia de vestido bordô” evidencia a perda do desejo e o conforto na rotina, indicando que a paixão deu lugar à amizade. Assim, "Taxímetro" retrata o fim de um ciclo amoroso, marcado pela aceitação madura e pela memória do que foi vivido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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