
Segunda-feira das Almas
Ruy Maurity
Ritual urbano e religiosidade em “Segunda-feira das Almas”
Em “Segunda-feira das Almas”, Ruy Maurity destaca a convivência entre o cotidiano urbano e a religiosidade popular, mostrando como o sagrado e o profano se misturam nas ruas da cidade. O verso repetido “Toda segunda-feira tem feitiço na ladeira!” sugere que a rotina semanal carrega um tom ritualístico, como se cada início de semana fosse marcado por práticas e crenças que se repetem, trazendo à tona a influência de tradições religiosas e superstições no dia a dia das pessoas.
A letra apresenta cenas típicas de uma cidade grande: velas acesas no asfalto, mendigos, buzinas e até um assalto, compondo um retrato direto da vida urbana. As velas remetem a rituais religiosos de rua, comuns em várias regiões do Brasil, especialmente em dias dedicados a santos ou às “almas”, termo que pode se referir tanto aos mortos quanto a entidades espirituais no imaginário popular. O refrão “Patrão, padroeiro das almas, bendito seja o rosário / Nós cumprimos nosso horário” reforça a ligação entre trabalho, fé e sobrevivência, mostrando que a proteção espiritual faz parte da rotina de quem enfrenta as dificuldades da cidade. Assim, a música une crítica social e devoção popular, traduzindo a dureza e a esperança do povo urbano em uma narrativa clara e acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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