
Cobra de Vidro
Vespas Mandarinas
Resiliência urbana e solidão em “Cobra de Vidro”
Em “Cobra de Vidro”, a banda Vespas Mandarinas retrata uma São Paulo marcada pela destruição, mas também pela capacidade de se regenerar. O título faz alusão à resiliência da cidade, comparando-a a uma cobra que, mesmo ferida, consegue se reconstruir. Essa ideia aparece nos versos que mencionam ruas “enfeitadas por mortos”, o “perfume de lixo e gás” e a solidão que permanece “sobre o cimento”, imagens que reforçam o contraste entre a decadência urbana e a força de quem sobrevive nela.
A atmosfera da música é sombria e reflexiva, destacada pelo tom de procissão fúnebre em frases como “sigo o cortejo agourento como uma procissão”. O silêncio, repetido ao longo da letra, simboliza tanto o vazio emocional quanto a pausa entre a ruína e a reconstrução, um momento em que não há mais dor, sofrimento ou esperança, apenas espera. O contexto da composição, inspirado por uma noite intensa após um show do Television, e o videoclipe surreal com um inseto gigante, ampliam a sensação de estranhamento e alienação. Ao mesmo tempo, apontam para a capacidade de adaptação diante do caos. Assim, “Cobra de Vidro” expressa o sentimento de quem vive em uma metrópole em constante colapso e reinvenção, onde a solidão e o silêncio se tornam formas de resistência e sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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