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Mestre Marçal

Wilson das Neves


Se alguém me bancar eu sei me vestir
Só me falta roupa, Iaiá, só me falta roupa

Aí, gente. Era assim que o Mestre Marçal falava, olha aí

Vou comendo mingau pela beira do prato
Enquanto no meio ele esfria
Vai procurar o teu bloco, das negas do tronco
Alo Bateria
Moro em cima do sapato
Vou levando o corpo do jeito que posso
Tás me entendendo compadre
Se a onça morrer o mato é nosso

Se alguém me bancar

Mas eu sei que nós estamos juntos
Porem, não estamos, meu bem, misturados
Quero que pegue fogo no mato
Vou comer peixe frito e tu peixe assado
Eu vou pro tubo de ensaio
Que Deus me defenda das coisas modernas
Pois quem dorme, meu bem, de favor
Não tem o direito de esticar as pernas

Se alguém me bancar

Trata de ti não me venha
Que tu desengomas
E diz que eu não mudo
Eu nasci sem saber nada
E também vou morrer
Sem aprender tudo
E se a morte é um descanso
Meu bem, eu prefiro viver é cansado
Quero mais é que o mundo
Se acabe em barranco
Que é para eu morrer escorado

Se alguém me bancar

Tudo bem, justamente legal
Mas não tem bem me dói
Não me faça pedido
Tas vendo aí, tu não sabes
Com quem vais dançar no salão tas perdido
Tu não me chamas pra festa
É só para enterro, meu bem
Que me chamas
O corcunda sabe como deita
Pois é ele que dorme no canto da cama

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Composição: Paulo César Pinheiro / Wilson DasNeves. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por Lillian. Revisão por O. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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