As Esferas Celestes

Auravóris

Com a maré da manhã surgiu no céu uma Lua
De lá desceu em silêncio e fitou-me nua
Como o falcão que arrebata o pássaro em voo
Ela tomou meu ser, e me levou

E quando olhei pra mim, eu já não estava lá
Na luz daquela Lua, comecei a me tornar

Eu sou a Lua, eu sou o mar
Sou o que vem, e o que vai voltar
Meu corpo em luz se dissolveu
E o infinito em mim nasceu

Eu sou a Lua, eu sou o mar
Nada restou pra se chamar
De eu ou de mim, só resta o céu
E o eco eterno que me envolveu

Naquela Lua meu corpo se desfez
Sutil como a alma, já não era o que eu fui um dia, talvez
Viajei em silêncio por esferas sem fim
E nada mais restava, além de mim

E no segredo oculto, algo se revelou
As nove esferas celestes, em mim se fundou

Eu sou a Lua, eu sou o mar
Sou o que vem, e o que vai voltar
Meu corpo em luz se dissolveu
E o infinito em mim nasceu

O vaso do meu ser, no mar se quebrou
E em ondas antigas, tudo retornou
A voz do divino ecoou no ar
Chamando tudo, de volta ao mar

Espuma nasce, espuma vai
Forma e corpo, se desfaz

E cada gota tomou forma e corpo
E ao chamado do mar, voltou ao todo
Cada forma cedeu ao espírito profundo
E o oceano tornou-se, o único mundo

Eu sou a Lua, eu sou o mar
Sou o fim, e o recomeçar
Tudo que foi, já se perdeu
E o eterno em mim floresceu

Com a maré da manhã
A Lua ainda está


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