O Cavalo de Turim
Auravóris
Sob o céu cinzento, o frio me envolve
Penetra em silêncio, e tudo dissolve
Nas entranhas vazias, já não há calor
Só ecos distantes do que um dia foi amor
E o tempo arrasta, sem olhar pra trás
Tudo que fomos, não volta jamais
Somos pó no vento a vagar
Sem destino, sem lugar
Tudo passa, tudo cai
E o vazio nos refaz
Somos ecos a se perder
No silêncio de não ser
E no frio desse fim
Algo vive, mesmo assim
A vida escorre entre os dedos cansados
Sombras fugazes, sonhos quebrados
O tempo impiedoso sopra sem perdão
E leva consigo o resto da ilusão
E no grande nada, onde tudo se desfaz
Caminhamos cegos, sem nunca olhar pra trás
Somos pó no vento a vagar
Sem destino, sem lugar
Tudo passa, tudo cai
E o vazio nos refaz
Ó natureza, fria e indiferente
Guardiã do silêncio, eterno e presente
Em teu abraço, tudo se revela
Que a vida é breve, e ainda assim bela
Que o vento nos leve, sem direção
Por campos vazios, sem salvação
E no gelo do mundo, sem cor, sem voz
Encontre a paz, o que resta de nós
Somos pó no vento a vagar
Sem destino, sem lugar
Tudo morre, tudo vem
E o vazio é também
Sob o céu cinzento
Ainda estamos aqui




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