
Super Hip Hop
Choice
Empoderamento e resistência em "Super Hip Hop" de Choice
Em "Super Hip Hop", Choice se apresenta como "o mal benigno" e faz referência a si mesmo como "Super-Choque", apropriando-se de arquétipos de poder e resistência. Ao se comparar ao personagem Super-Choque, símbolo de força e transformação social, o rapper reforça a ideia do hip hop como ferramenta de mudança e empoderamento nas periferias. Choice deixa claro esse papel ao afirmar: "Eu vim transformar a dor em amor pra depois cuspir em canções", mostrando como o rap serve para canalizar as adversidades da comunidade e convertê-las em arte e inspiração.
A música traz críticas sociais diretas, como na denúncia do racismo em "Dreadlock nos racista, raça maldita, não acredito que ainda exista" e na ironia sobre comportamentos autodestrutivos no próprio meio do rap, exemplificada em "Vocês usam branca de neve pra se transformar em anões" — uma referência ao uso de cocaína e suas consequências. O refrão "Temos tudo que precisamos: Nós mesmos" destaca a autossuficiência e a união, enquanto versos como "pros menor larga o fuzil e fazer freestyle" apontam o hip hop como alternativa à violência. Choice constrói, assim, uma narrativa de resistência, orgulho e transformação, conectando sua experiência pessoal à luta coletiva das periferias por meio de metáforas e referências culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Choice e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: