
Samba Enredo 1989 - Achado não é Roubado
G.R.E.S. Portela (RJ)
A História e a Ironia em 'Achado não é Roubado' da Portela
O samba-enredo 'Achado não é Roubado', apresentado pela G.R.E.S. Portela em 1989, é uma crítica irônica e bem-humorada sobre a história do Brasil, especialmente no que diz respeito à chegada dos colonizadores portugueses. A letra começa com uma lembrança de infância, onde a avó do narrador dizia que 'achado não é roubado'. Essa frase popular é usada como uma metáfora para questionar a legitimidade da 'descoberta' do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
A música segue descrevendo a chegada de Cabral ao Brasil, ironizando a ideia de que ele 'descobriu' o país. Na verdade, a letra sugere que a história oficial é um 'faz de conta', uma narrativa contada ao modo dos colonizadores, ignorando a presença e a cultura dos povos indígenas que já habitavam a terra. A menção à Amazônia como um tesouro que 'hoje está presente' também traz à tona questões contemporâneas sobre a exploração e preservação da floresta.
O samba-enredo continua com uma referência ao rei Salomão, simbolizando a ganância e a disputa pelo 'tesouro' brasileiro. A letra expressa a tristeza e a impotência dos povos indígenas, que são os verdadeiros filhos da terra, mas que se veem marginalizados e despojados de suas riquezas. A pergunta final, 'Quem descobriu o meu Brasil?', reforça a crítica à narrativa histórica oficial e convida à reflexão sobre quem realmente tem o direito de contar essa história.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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