
Distraídos Venceremos
Vespas Mandarinas
Reflexão sobre imperfeição e resistência em “Distraídos Venceremos”
O título “Distraídos Venceremos”, da banda Vespas Mandarinas, já traz uma ironia ao se inspirar no livro de Paulo Leminski, que discute a alienação e a busca de sentido no cotidiano. Essa referência literária reforça o tom crítico e reflexivo da música, que questiona a ideia de perfeição e heroísmo. No verso “O equilíbrio vive entre a virtude e o vício / E a gente nunca sabe qual é o defeito / Que sustenta esse nosso edifício”, a letra sugere que nossas imperfeições são parte essencial do que nos mantém de pé, colocando em dúvida o valor absoluto da virtude e mostrando que até o herói pode ser apenas alguém sem outra escolha: “O herói é o último na fila dos covardes / Aquele a quem não restou à outra opção”.
A canção também explora a convivência de sentimentos opostos, como prazer e dor, silêncio e grito. O trecho “E a gente chora em segredo / Mais por prazer que pela dor / E a gente grita porque às vezes / O silêncio é mais ensurdecedor” mostra que as emoções humanas são complexas e nem sempre seguem uma lógica simples. Ao afirmar “Nas rugas que trago do berço / Não há passado e tampouco um futuro”, a música adota uma visão existencialista, sugerindo que o tempo e a identidade são fluidos. O verso final, “Distraídos venceremos”, pode ser interpretado tanto como uma crítica à alienação quanto como uma forma de resistência: em meio à confusão e imperfeição, a distração pode ser uma estratégia para lidar com as pressões do mundo moderno.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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