18 de Janeiro de 2023, às 12:00
Você pode até achar que ele não faz tanta diferença, mas é só escutar uma música sem as notas graves do baixo e com certeza vai perceber que ela muda completamente. E quando se trata do som feito pelos melhores baixistas do mundo, a maestria do baixo é ainda mais nítida.
Os guitarristas normalmente recebem mais destaque, pela própria característica de seu som. Mas o que seria do jazz e do rock sem um bom baixista?
Seja ele de quatro, cinco ou seis cordas, nas mãos certas, o instrumento é capaz de remodelar uma melodia, marcando o ritmo e preenchendo os espaços.
Que tal ouvir um pouco do talento dos baixistas que mais se destacaram ao longo dos anos? Curioso(a)? Vem com a gente relembrar o sucesso dos melhores baixistas do mundo!
Michael Peter Balzary é mais conhecido pelo nome artístico, Flea, ou simplesmente como “o baixista do Red Hot Chili Peppers” — e não é pra menos, já que ele é co-fundador e toca com a banda há 40 anos.

Acreditem ou não, ele começou na música tocando trompete. E seu professor de baixo na adolescência foi o amigo Hillel Slovak, que veio a ser guitarrista do Red Hot.
Além de ser aclamado como um dos melhores baixistas de todos os tempos, Flea é bem conhecido pela energia e pelo jeito excêntrico que se comporta no palco. Um de seus episódios mais marcantes foi no Woodstock 1999, quando ele tocou completamente nu.
O ídolo beatle dispensa apresentações. Além de compor inúmeros sucessos da banda, Paul McCartney é um multi-instrumentista aclamado.

Tanto que os mais desatentos podem nem perceber que sua função oficial com os Beatles era de baixista, já que ele também cantava, tocava violão, guitarra, piano…
Dizem que o baixo de Paul é responsável por boa parte do estilo musical dos Beatles. Entre suas performances mais famosas, estão as linhas de baixo de With A Little Help From My Friends e Come Together.
James Jamerson, um dos pioneiros no baixo elétrico, fez parte do The Funk Brothers, a banda de estúdio da gravadora Motown Records.

Apesar de não ter tido o devido reconhecimento na época, na década de 60, estima-se que ele esteve presente em quase todas as gravações da Motown e se tornou requisitado para álbuns de grandes nomes da música.
Uma senhora com quase 90 anos de idade e ainda assim um fenômeno no baixo: essa é Carol Kaye. Você pode até não reconhecer o nome dela, mas com certeza já ouviu suas linhas de baixo.

Contratada para gravações em estúdio, Carol já participou de mais de 10 mil discos com várias músicas famosas — entre elas, os temas de Missão Impossível e Família Addams.
A história de Carol Kaye com o baixo começou meio por acaso: ela tocava guitarra num estúdio e, quando o baixista faltou em uma gravação, foi chamada para substituí-lo. Acontece que ela gostou tanto que não quis mais largar o instrumento.
A revista Rolling Stone classificou John Entwistle como o maior baixista de todos os tempos, e nós não vamos discordar de que ele merece estar nesta lista, né?

Ele fez história como baixista da banda britânica The Who, sendo o primeiro a usar timbres mais agudos no baixo.
Além disso, em My Generation, ele foi o primeiro a incluir um solo de baixo em uma música de rock, o que ajudou a garantir a fama como um dos músicos mais inovadores do estilo.
Larry Graham é ninguém menos que o criador do slapping, técnica em que se bate com o polegar nas cordas do baixo elétrico e que ele batizou de “Thumpin’ and Plucking” (batendo e arrancando, em tradução livre).

Larry é um dos maiores nomes do baixo de funk e soul e influenciou diferentes gerações de artistas em diversos estilos.
Prodígio da música, Jaco Pastorius teve pouco tempo de vida, mas sua irreverência com o baixo fez dele um dos maiores baixistas de todos os tempos.

Ainda na juventude, ele já se apresentava como “o melhor baixista do mundo”, e seu desempenho nos palcos mostrava que ele sabia mesmo do que estava falando.
Com forte influência da técnica de slapping de Larry Graham, Bootsy Collins é conhecido por ditar o ritmo das músicas em que toca. Diferente do que acontece na maioria das canções, nas músicas dele, é o baixo que comanda a melodia.

Victor Wooten começou a tocar baixo aos 5 anos de idade. Ele é cofundador e baixista da banda de jazz Béla Fleck and the Flecktones, com a qual toca desde 1988, conciliando com a carreira solo.

Victor já ganhou cinco Grammys, além de vários outros prêmios, que o consagraram como uma estrela do baixo.
Chegando aos nomes mais atuais, temos Thundercat, que também já ganhou seu primeiro Grammy e foi indicado a mais dois.

Ele é inquestionavelmente muito jovem se comparado aos outros nomes na lista, mas já construiu seu legado como baixista. O músico é conhecido por juntar elementos do funk, jazz, hip-hop e soul, e também pelo som sintético, que lembra um videogame.
Não poderíamos deixar de lembrar os nomes brasileiros que merecem reconhecimento, afinal, no quesito baixistas de sucesso, o Brasil não deixa nada a desejar.

O eterno Champignon, baixista do Charlie Brown Jr., é reconhecido como um dos instrumentistas mais geniais dos últimos tempos.
Além dele, também podemos citar nomes como Liminha, ex-baixista dos Mutantes; Luis Mariutti, nome de peso no metal que passou pelas bandas Angra, Firebox, Shaman e Henceforth; Luizão Maia, que tocou ao lado dos maiores nomes da MPB e Fernanda Lira, vocalista e baixista do Crypta.
Dizem que todo bom baixista precisa de um bom baterista pra se completar. Se isso é verdade, nada mais justo que, depois da lista com os melhores baixistas do mundo, a gente dê uma olhadinha nos reis das baquetas.
Bora conferir os melhores bateristas do mundo?

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