
Ser Moderno
Irmãos Catita
Crítica bem-humorada ao modernismo em “Ser Moderno”
“Ser Moderno”, dos Irmãos Catita, faz uma crítica irônica e divertida aos estereótipos ligados ao conceito de modernidade, especialmente entre as décadas de 1940 e 1960. A letra exagera comportamentos e gostos, como em “olhar para um Picasso e de repente perceber logo o que aquilo quer dizer” ou “deixar crescer no queixo uma barbicha das que são mal semeadas p'ra irritar”, para mostrar que o modernismo muitas vezes se resume a seguir modas superficiais e adotar atitudes apenas para parecer diferente ou avançado. Ao mencionar ser “magro e feio como uma salsicha” e negligenciar o banho, a música reforça o tom de sátira, brincando com a ideia de que ser moderno pode ser sinônimo de desleixo ou rebeldia sem propósito.
A letra também ironiza a relação com a cultura e a arte, citando nomes como Chopin e Liszt, mas dizendo que o moderno é preferir o Twist, a Bossa Nova e o Cha-cha-cha. Isso evidencia a crítica à substituição do conteúdo clássico ou tradicional por modismos passageiros, sem necessariamente haver uma compreensão real do valor artístico. O personagem do “primo” que não corta o cabelo, usa calças estreitas, é “diplomado em Cha-cha-cha e Bossa Nova” e “mestre no calão” representa o típico jovem que adota todos os sinais externos do modernismo de forma caricata. Assim, a música usa o humor e a paródia para questionar se ser moderno é realmente uma escolha autêntica ou apenas uma adesão a tendências vazias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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