
A Marcha
Violins
Conflito entre protesto e resignação em “A Marcha”
A música “A Marcha”, da banda Violins, aborda o conflito entre o desejo de protestar contra injustiças e a resignação imposta pelas obrigações do dia a dia. No trecho “No calor da emoção / Eu quis protestar / Sair na rua, juntar em turma, desabafar”, o eu lírico expressa a vontade de agir coletivamente, mas logo se depara com a realidade: “Mas são seis horas da manhã e o serviço chama / Tem filho na cama e conta pra pagar”. Essa oposição mostra como as responsabilidades cotidianas acabam sufocando o impulso de lutar por mudanças, fazendo com que o inconformismo se torne algo silencioso e internalizado, como em “Guarda no peito uma chama / Que queima devagar / Pra queimar sem parar”.
O título e o refrão “Na marcha pelo cego desapego tão conveniente / A quem nos tira a chance de poder andar” ampliam a crítica para o âmbito social, apontando para a apatia coletiva diante das injustiças. O “cego desapego” representa a indiferença social, que favorece quem mantém as dificuldades e limitações da população. O verso “É que se vê o mesmo silenciar diante desses erros / E que é merecido o modo como está” reforça a ideia de aceitação passiva, como se a situação atual fosse inevitável ou até justa. O histórico da banda, conhecida por tratar de temas sociais, reforça que “A Marcha” vai além da frustração individual, retratando o ciclo de resignação que impede mudanças profundas na sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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