Meu universo inverso, controverso
E eu vomitando verso
Na angustia de ver
Filho da puta aplaudir o regresso

De rima to submerso
P.o no modo perverso
Então vai toma no cu
Com sua ordem e progresso

Chega falando como tem que ser
Marola na escola não fiz meu dever
Fessora ta loca por me atrever
Não sou do seu jeito então vai se f

Deixa que ta tudo
No meu nome
In'rua de lua cheia
Uivando igual lobisomem

Quer somar não?
Então some
Minha síndrome é a da fome
Foi tachado maldito os que confiar no homem

Mas quem sou eu pra julgar? Sem rancor
A consequência que seu ódio gera resultando em dor
Reflete ai comigo resposta no seu interior
Mas seu ódio não nasce pra tentar cuidar do amor?

Ironia,demagogia
Perdido entre um copo um trago e suja caligrafia
A mente soa fria
Inrua entrou no jogo
Missão vai ser cumprida assim que o circo pegar fogo!

Num vem achando que é festa!
Sem promessa de sucesso
Nossa meta no processo
É seguir riscando a vida vivida nos versos

Em cada batida eu espalho o peso da escrita
E eu nao vou pedir perdão
Por não encaixar no seu padrão de vida

Onde os bonde se esconde
E em meio ao confronto verbal
Me vejo pensando causando espanto
Saber meu trampo num é comercial

Nao depende de aval!
É pura essência e muita luta
Sem vocação ou potencial
Pra lucro de mercado sem cultura

Porra, sem zorra, cabeça na treta
Se é letra marreta entao peso em todas
Não é 'proce' gostar, não é pra agradar
É só pra falar o que eu vivo e fodas!

Mascara cai! É muito blablablá pra pouco globo
Ja to cansado de ver os cordeiro em pele de lobo

E por dentro ta tudo oco
Me enoja esse papo burro
Acha que é luz e ta no escuro
Vivendo em cima do muro

Mas se desce pro meio
Que o trem fica feio
Querendo ser rei mas nao tem boi pra play
Por altos que eu ja vi morrer
Sem esperança nesse inferno!

Enquanto uns questionam o que eu vivo e o que sei
Sai da escola do jeito que entrei
In'rua que eu aprendi a preencher
As folha em branco no caderno

Pé ante pé, no passo a passo eterno pra seguir em frente
Na estratégia, conteudo denso pra cravar nas mentes
E infelizmente ainda tem gente que nao entende o essencial
No instrumental é o dom da palavra junto a riqueza mental

Saudação!
Pra fechar o verso dispenso esquema
O papo é reto e eu causo problema
Na rua mal visto mas sempre visado
Da vaz de melo a afonso pena

Tachado no asfalto me olham de lado
Eu ando largado e fico intrigado
E ja nem sei se é meu cabelo
Ou se é cara de lombrado

Ne não? Olho no bang eu dou sangue
Fodas pro vocabulário
Achou que eu não falava sério?
Apresento meu outro lado e do lado
Já ta formado, operação babilon

In'rua estilo, tático, estático
As vazes problemático, atento e calculista
Mostro meu lado sarcástico
Pratico, rápido, então pode rezar
Porque só vou ter paciência até meu maço
Acabar

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